06/10/2014

Transamazônica (Diário de Bordo de Tácio)


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FORDLANDIA 04/10/2014

Visitei hoje a cidade que em 1928 Henry Ford fundou na Amazônia brasileira. Com a idéia de não depender mais de fornecedores de borracha para pneus dos caros, Henry Ford construío no Pará, uma cidade com características americanas, com energia elétrica, toda saneada, com água encanada e tratada em todas as casa e iluminação pública com a fiação subterrânea.

Ainda se vê muito das casas e galpões originais, com telhas de ferro com uma cobertura que parece piche.

Imprecionate a oficina de tornearia é a estação de tratamento de água, hoje abandonada. Uma rede de hidrantes com ainda muitos pontos visíveis.

Visitei a casa que foi construída para o Próprio Henry Ford, que nunca visitou a Amazonia por medo das doenças tropicais, mas um filho esteve em Fordlandia e teve um filho brasileiro.

Visitei a casa onde hoje mora o prefeito e foi um grande restaurante com padaria. Além de uma grande serraria, pois no o acordo com o governo brasileiro, ele tinha direito a explorar toda área do projeto...

Fiquei sabendo que o primeiro protesto e reivindicação de trabalhadores brasileiros, não foi por salários, já que eram bem pagos e sim pela comida que também era de estilo americano e isso não foi possível para a os operários, em sua maioria nordestinos que não dispensavam principalmente farinha e feijão!

Pena que não vim de moto, me falaram que, como em muitas cidades da Amazônia, só é possível chegar de barco. Mas chegando, procurei saber e me informaram que são apenas 200 quilômetros de Itaituba, onde já passei nessa viagem e a 400 quilômetros de Santarém, onde estou agora, e a estrada, não chovendo é razoável.

De barco, foram nove horas de viagem, quatro horas e meia pra chegar e quase mesmo tempo pra voltar em uma lancha rápida pelo rio Tapajós... Meio saco, mas valeu a pena!

 

Professor Magno, meu guia em Fordlandia!Professor Magno, meu guia em Fordlandia!

03/10/2014 - Santarém

Hoje cheguei à Santarém, embarquei ontem em Manaus já com um sufoco. Precisei da ajuda de uns estivadores pra descer a moto por uma escadaria, pois além de íngreme, estava chovendo!

Um barco fabuloso e novinho, em sua segunda viagem, de ferro, com quatro pisos, sem luxo ou sofisticação, com 79 camarotes, refeitório, cinema e espaço para 1.321 redes, capacidade total 1.400 passageiros. Segundo o comandante, este barco construído em Santarém custou R$ 10.600.000,00

Uma passagem nas redes custa essa época R$ 100,00 e nas férias R$ 150,00 Uma Coca Cola ou uma cerveja custa R$ 4,00

É interessante ver as pessoas que viajam nas redes, pois passam o dia deitado, levantam-se apenas pra comer ou ir aos banheiros, alguns que trazem comida e comem na própria rede.

Saímos de Manaus ontem as 13:00 hs. Navegando pelo Rio Negro, passamos no encontro das águas com o rio Solimões e a partir dai navegamos no Rio Amazonas.

Chegamos à Santarém as 21:00 hs.

32 horas de viagem!

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Tacio - tacioulisses@outlook.com

 


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